BlogBlogs.Com.Br
Mostrando postagens com marcador carnaval. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carnaval. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ah, o carnaval...


Carnaval é a data que todo brasileiro típico espera. Festa, mulheres lindas e semi-nuas, muita bebida e mais festa. Ou pelo menos essa é a imagem que eles sempre tentam passar da comemoração mais característica do Brasil.

Pois é, concordo com tudo isso, mas queria poder vir aqui e dizer: “Uau, o carnaval foi ótimo, pulei, peguei várias mulheres e me diverti bastante”. Desculpa meus (2) leitores, mas não dá pra mentir... eu trabalhei o carnaval inteiro.

Isso mesmo, trabalho! Muita gente esquece que, enquanto todos se divertem, alguns estão ralando para que tudo saia de acordo com a expectativa das pessoas. E eu sou um desses. Um dos meus bicos é como caixa do restaurante de um clube, ou seja, trabalho nos dias e horários que todo mundo está se divertindo (sábado, domingo e feriados). E no carnaval não foi diferente...

Seria divertido se não fosse cansativo. Sábado foram cerca de 400 pessoas. Domingo foram 700. Segunda 400, terça 1000 e quarta umas 100. Saldo do carnaval: 2700 passaram pelo clube, todos esfomeados indo no restaurante a todo momento.

E para completar, uma banda de pagode tocou no domingo e na terça. Eu sempre digo que um palco com mais de seis microfones nunca é uma coisa boa. E não errei... vou ter que admitir que a banda tocava bem, mas a pior parte foi ver as gordas com micro biquínis dançando e mandando beijinhos para os cantores. Tinha uma que parecia uma gelatina chacoalhando, sem brincadeira...

Eu esqueci de comentar que no clube que eu trabalho só vão mulheres muito bonitas [/ironia]. No carnaval inteiro, vi apenas uma mulher que valia a pena investir. Mas como estava tão ocupado no meu caixa, nem deu para perguntar o nome!

É claro que não vou falar o nome do clube por questões de segurança. Vai que alguém de lá lê esse post e resolve tirar satisfações... se isso acontecer, semana que vem não tem texto, viu!

Mas pelo menos para uma coisa valeu ter trabalhado... ah, como é bonita minha camisa nova do galo!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Incarnavável

- Mãe!

- Que foi?

- Cadê meu biquini?

A mãe põe a cabeça para fora do chuveiro.

- E por que você quer seu biquini, filha?

- Não enche, mãe. Cadê?

A mãe se irrita e puxa a toalha. Seu banho definitivamente foi interrompido.

- Filha, eu não vou dizer nada até você me explicar por quê quer o biquini.

- Tá bom - diz a filha, rolando os olhos para cima - Eu e umas amigas decidimos que vamos pular o Carnaval de biquini, tá? Satisfeita?

- Não! Você está louca? Pular o carnaval de biquini, ora essa! Se seu pai...

A mãe se cala. Lhe veio à cabeça uma lembrança, a imagem do seu marido, pulando Carnaval de biquini. Ela vestia sunga dele. Sacode a cabeça, tentando se concentrar.

- Olha, filha, acho impróprio...

- Mãe, que bobagem! Se você tivesse visto o ano passado, quantidade de meninas fazendo topless... Biquini é até razoável.

A mãe demora a responder, lembrando um carnval, ainda mais antigo, quando perdera seu sutiã no meio do desfile e só achara depois, inexplicávelmente, numa gaveta da casa do diretor de uma renomada escola de samba.

- Está no cesto da roupa recém lavada, embaixo das toalhas - diz, mecânicamente - Mas filha, eu realmente não acho boa idéia, principalmente se for levar o namorado...

- Mamãe, o Gui e eu estamos juntos há dois anos.... Não tem perigo.

- Perigo de quê?

- Do que quer que seja que a senhora está pensando.

O que a senhora está pensando é que, uma vez, num carnaval, com dois anos de casada, ela seu marido trocaram de par e só se deram conta quando ela, servindo o café da manhã, disse "Carlos, esse pijama é novo?" e o homem respondeu "Meu nome é José Cláudio". Convencer seu marido de que a Ana Sílvia não era sua mulher fora especialmente difícil.

- Mesmo assim, tomem muito cuidado. E não estou falando só do biquini, filha, da bebida...

- O Gui e eu não bebemos.

A mãe também dizia isso, em outros tempos. Mas não pode esquecer que, quando sua filha era recém nascida e ficara com a vô, ela e seu marido foram pular carnaval. E as imagens do Carlos dando garrafadas num poste e dizendo-lhe "Quem você acha que é para cantar minha mulher?" não saíram nunca da sua cabeça. Nem o fato de que, nessa hora, ela também achou o poste bastante impertinente.

- Tudo bem, filha. Só não esqueça do que eu falei.

A filha diz que sim, mas a mãe sabe a verdade: Ela, na sua época, tampouco escutava a sua mãe.