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quinta-feira, 30 de abril de 2009

28 de abril


Dia da Sogra é uma data para se comemorar? Fiquei bastante tempo pensando sobre isso e perguntei há alguns amigos. Uns disseram que não dá pra generalizar as coisas, que existem sogras legais.

Mas, dentre todas as explicações que ouvi, acho que a melhor foi de um colega que começou contando um caso que aconteceu com ele:

 

“Minha mulher me contou tudo depois. Um dia nós fomos à casa dos pais dela para dar uma grande notícia. Enquanto eu estava na sala, conversando com o Seu Floriano sobre a crise ou qualquer assunto “sério”, ela e minha sogra estavam na cozinha. Entrei e só ouvi a Isadora, minha esposa, dizer:

- Mamãe, sem aquela conversa de “eu avisei” nem qualquer coisa do tipo... – Foi quando me viram chegar – Oi, meu amor! Senta aqui na mesa com a gente, vamos conversar com a mamãe...

- Boa Noite, Dona Lizete. – Usei minha mais esforçada cortesia e não recebi nem mesmo um aceno com a cabeça, só um grunido que ainda não sei se foi um comprimento ou se ela estava só limpando a garganta.

- Acho que a Isa, rã-rãn, Isadora – Ela odeia que eu apelide a filha - já te falou que perdi meu emprego. – aguardei o bombardeio, o esbravejar, a fúria, a [minha] morte.

- Sim, ela me disse tudo, Leonardo. Sinto muito. – respondeu a megera, até que compreensivamente.

- Eu sei o que a senhora está pensando, mas a banda tinha tudo para dar certo. E ainda vai. Sei também que foi imprudência investir os 100 mil que tínhamos guardado. Mas Dona Lizete, a senhora sabe como é, temos que arriscar na vida, inovar, quem não arrisca não petisca – Nessa hora me senti um idiota, falando de arriscar com uma dama do lar de 89 anos que viveu a vida toda no interior de Minas Gerais. Juro que ouvi ela dizer O seguro morreu de velho, seu patife inconseqüente!

- Entendo. – me respondeu a mãe de Isadora.

- O emprego na contabilidade era ruim demais. Pouco dinheiro pra muito trabalho...

- Pouco é melhor do q...

- Mamãe!

- Sim, a senhora tem razão. Mas a banda vai dar certo. Sabe, meus pais – vi a cara dela se transformar na careta mais bizarra que eu já presenciei e lembrei de como ela odiava meus pais ou “os arruaceiros comunistas do diabo” - me ensinaram que sonho é tudo na vida. Quando se sonha a gente consegue o que quer. Sei que a Isadora está grávida, mas não vou fugir da responsabilidade. Agora pode parecer, mais do que nunca, que teria sido, como a senhora sempre diz, muito melhor se a Isa, digo, Isadora tivesse se casado com o engomadinho do advogado Marco, filho do coronel Gonçalvez. Mas vim hoje aqui para dizer que eu a amo, ela me ama e que vamos superar essa dificuldade juntos.

- Leonardo – ela começou – tudo bem. Eu acredito em vocês e nunca odiei você.

- Por favor, Dona Lizete. A senhora disse “Eu tenho” quando o padre perguntou se alguém tinha algo contra o nosso casamento... – retruquei.

- O álcool revela o que há de pior nas pessoas, meu filho. – Meu filho? Confesso que me espantei com essa. – Mas como eu dizia, eu acredito em vocês. O mais importante é que minha pequena princesa esteja feliz. Se ela é feliz com você, eu sou feliz. Conte conosco com tudo que for necessário.

Nessa hora eu não me contive, fiquei emocionado com toda a transformação de Dona Lizete, agradeci e fui até a sala me despedir do pai da Isa. Quando sai, minha sogra puxou o braço da minha mulher e disse:

- Filha, ainda dá tempo de ligar pro Marco!”.

 

Depois de contar o caso, meu amigo sentenciou: “É por isso que eu sou totalmente a favor do Dia das Sogras. O que seríamos sem elas? São elas que deixam nossos dias muito mais infelizes. E todo muito sabe que não existe coisa mais chata do que um happy ending”

 

Faço minhas as palavras dele: Feliz Dia das Sogras atrasado.

 


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ah, o carnaval...


Carnaval é a data que todo brasileiro típico espera. Festa, mulheres lindas e semi-nuas, muita bebida e mais festa. Ou pelo menos essa é a imagem que eles sempre tentam passar da comemoração mais característica do Brasil.

Pois é, concordo com tudo isso, mas queria poder vir aqui e dizer: “Uau, o carnaval foi ótimo, pulei, peguei várias mulheres e me diverti bastante”. Desculpa meus (2) leitores, mas não dá pra mentir... eu trabalhei o carnaval inteiro.

Isso mesmo, trabalho! Muita gente esquece que, enquanto todos se divertem, alguns estão ralando para que tudo saia de acordo com a expectativa das pessoas. E eu sou um desses. Um dos meus bicos é como caixa do restaurante de um clube, ou seja, trabalho nos dias e horários que todo mundo está se divertindo (sábado, domingo e feriados). E no carnaval não foi diferente...

Seria divertido se não fosse cansativo. Sábado foram cerca de 400 pessoas. Domingo foram 700. Segunda 400, terça 1000 e quarta umas 100. Saldo do carnaval: 2700 passaram pelo clube, todos esfomeados indo no restaurante a todo momento.

E para completar, uma banda de pagode tocou no domingo e na terça. Eu sempre digo que um palco com mais de seis microfones nunca é uma coisa boa. E não errei... vou ter que admitir que a banda tocava bem, mas a pior parte foi ver as gordas com micro biquínis dançando e mandando beijinhos para os cantores. Tinha uma que parecia uma gelatina chacoalhando, sem brincadeira...

Eu esqueci de comentar que no clube que eu trabalho só vão mulheres muito bonitas [/ironia]. No carnaval inteiro, vi apenas uma mulher que valia a pena investir. Mas como estava tão ocupado no meu caixa, nem deu para perguntar o nome!

É claro que não vou falar o nome do clube por questões de segurança. Vai que alguém de lá lê esse post e resolve tirar satisfações... se isso acontecer, semana que vem não tem texto, viu!

Mas pelo menos para uma coisa valeu ter trabalhado... ah, como é bonita minha camisa nova do galo!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Uma típica sexta-feira 13

Nunca tive muita sorte com sexta-feira 13. Sempre acontece alguma que coisa que consegue estragar meu dia inteiro. E é claro que ontem eu não ia quebrar essa “tradição”.

Pra quem não sabe, entrei de férias em janeiro e só volto para as aulas em março. Nem é muito tempo, mas eu já estou cansado de ficar a toa. Então qualquer pretexto para sair é bem vindo. Então lá fui eu ontem me divertir um pouco...

O programa da tarde era jogar um dos meus esportes favoritos: boliche. Se eu fosse mega milionário ia ter uma pista de boliche em casa. Ia jogar até meus dedos caírem de tanta dor. Mas como isso é impossível, me contento ir jogar no shopping. Foi divertido... nem posso falar que a sexta-feira 13 se manifestou aí porque eu ganhei uma vez e fui 2º colocado nas outras três... fiz mais de 100 pontos em todas e fiz um Double strike.

Depois do boliche eu fui para um jantar que um amigo meu organizou. Até aí tudo bem, mas ele resolveu fazer um jantar temático. E qual era o tema? Personalidades históricas... Apesar da minha “fantasia” ter ficado muito tosca (fui de Narciso), foi legar ver Che Guevara, Gandhi e Hitler jantando juntos em uma mesa. E depois ver os três sentados, conversando sobre suas visões do mundo. No final Nero queria incendiar sua própria casa, mas foi impedido por uma Monalisa desesperada...

Saí de lá bem alimentado e pensando que tinha sido a melhor sexta-feira 13 de todos os tempos. Coitado de mim, falei isso cedo de mais...

Como ainda não tive a capacidade de começar a auto escola, tive que voltar de ônibus. E lá fui eu pro ponto. Cheguei ao lugar e ele estava completamente deserto. Deixei todos os medos de lado e fiquei por lá mesmo esperando. Cinco minutos depois eu comecei a escutar um barulho ao longe.

Um minuto depois já estava encharcado dos pés à cabeça. Maldita hora que eu nem lembrei de levar um guarda-chuva. Choveu horrores. Parecia que ia cair o mundo. E nem tinha uma marquise ou algo do gênero para eu esconder debaixo. Resultado: o ônibus passou vinte minutos depois, eu desci dele ainda estava chovendo, andei mais 10 minutos debaixo d’água e hoje estou com uma maldita dor de garganta...

É por isso que eu sempre digo: maldita sexta-feira 13!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Dia de festas

Meu dia de postagem é aos sábados. Mas hoje é domingo, vocês podem argumentar. Como eu sou da política de que o dia só muda depois que a gente dorme (coisa que eu ainda não fiz), mando um grande foda-se para todos porque eu vou postar mesmo assim!

 

Sim, estou feliz... na verdade embriagado. Não de álcool, porque não bebo... Aliás, um dia quero ficar bêbado só para escrever um texto e ver no que dá. Deve ser legal, juro que um dia vou experimentar.

 

Mas voltando, tô embriagado de glicose mesmo. Hoje foi o aniversário do meu sobrinho e a festinha foi aqui em casa. Ou seja, tem bagunça aqui desde cedo. E doces desde cedo. Acho que acordei comendo algo com muito açúcar. Enquanto a gente arrumava a decoração, mais açúcar. Durante a tarde sem internet (que simplesmente não quis conectar o.O), mais doces. E, na hora da festa, resolvi comer alguns salgados para contrabalançar tudo. Mas meia hora depois eu já estava empanturrado e voltei à glicose. Depois ainda teve bolo e sobremesa.

 

Resultado de tudo isso: estou elétrico. Já sou naturalmente hiperativo, mas estou um pouco pior agora. E teoricamente tenho que dormir. Amanhã tem muita coisa pra arrumar aqui, mas como estou acordado, já lavei todas as vasilhas e limpei a cozinha... que preguiça por mim mesmo!

 

Mas festinha de criança é simplesmente mara. Tem muita comida, muito doce, muito refrigerante, muito tudo! Tudo bem             que vai ter coisas para eu comer até o final da semana, mas nem vou reclamar... na verdade vou é engordar com tudo isso!

 

Ah, quer saber de uma coisa? Não estou nem aí... tenho é que ir dormir porque amanhã tenho um churrasco para ir e meu estômago precisa se recuperar da comilança de hoje!

 

_________________________

 

P.S.: Ia postar esse troço ontem de madrugada (2:21), mas minha internet tá  um lixo e simplesmente nem quer conectar... então tô postando hoje =D foi mal meus (2) leitores! =D

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Virada de ano


“– Aí chefia, passa a Cidra! Passa a Cidra, mermão! Passa logo, senão te arranjo um ‘balinha’ de fim de ano!

- Ó o auê aí, ow! É Ano Novo!.

- Vamo logo! Te dou dez segundos!

- Dez!

- Nove!

- Oito!

...”

Morro do Afegão – Rio de Fevereivo


“- ...Que tudo se realize no ano que vai nascer.

  - Muito dinheiro no bolso...”

Barack Obama e Raul Castro – Havana – Cuba

 

“Calma! Alguém vai se machucar nessa afobação toda! Tem Champanhe pra todo mundo!

- Cidra pai.

- Que seja! Cadê o vô Vicêncio?

- Está ali no sofá. Dormindo... acho.

 

- Deixa eu chegar mais perto, mano!

- Pirralho não pode beber, só se for de maior! 

- Você tem 17 e vai beber!

- Quase 18 moleque, um mês não faz diferença alguma!

- Se um não faz, por que 120 fariam?

 

- Não estora! Não estora... tô tirando o frango do forno ainda!

- Você tem cada uma Júlia! Frango no Revellion! Eu disse que não ia dar certo!

- Já to indo!

 

....

 

- Dez!

- Nove!

- Oito!

...”

Típica comemoração de Virada de ano – Brasil


“...Adeus ano velho!

Feliz Ano velho!

Que nada se modifique no ano que vai nascer..”

Casa dos prefeitos reeleitos (66% do total) - Brasil


“Vamos todo mundo lá pra fora, vai começar a contagem!

 - Zoni?

- Confere.

- Sopa de cereais?

- Confere.

- Bolinho de arroz?

- Confere.

- Ei ei! Vai começar! Vai começar!

- 108!

- 107!

- 106!

...”

Típica comemoração de Virada de ano – Japão

http://guiadoscuriosos.ig.com.br/categorias/1104/1/reveillon-no-mundo.html

 

“ – Droga, faltam dez segundos e só peguei duas até agora!

- Nove!

- Smack

- Oito!

- Smack

- Sete!

- Smack

- Seis!

- Smack

...”

Um macaco – Algum lugar




Feliz 2009 pra todo mundo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano que vem eu vou...

Aquela coisa de pular ondas e comer uvas já está ficando velha...
Esqueça! Aqui estão as novas maneiras de garantir um bom ano novo, acompanhadas das promessas que todos deveriam fazer:

- Uma tradição que não é completamente ridícula é a de beijar alguém à meia noite. Mas, convenhamos, ela é contida. Por isso, a nova maneira de celebrar é: Beije DOZE pessoas no período de 11:59 a 00:01. Promessa: Prometo que me envolveirei com pelo menos doze pessoas no ano (Obs 1: Se quiser começar na festa mesmo, não tem problema) (Obs 2: Se, entre as doze pessoas que você conhecer no ano estiver a indicada para passar o resto de sua vida, NÃO PRECISA CONTINUAR. Pode parar nesse número mesmo).

- Fazer doze flexões no chão enquanto o relógio marca as doze da noite. Promessa: Cuidar do corpo os doze messes do ano. (Obs 1: Tudo bem que o dia 1 não conta. E se o segundo for domingo, também não precisa se esforçar) (Obs 2: Outra variante muito aceita pelos leitores é treinar o bíceps levantando doze vezes duas garrafas de Coca daquelas de 3 litros)

- Dizer a doze pessoas o que você realmente pensa delas durante a primeira hora do ano novo. Promessa: Ser honesto. (Obs 1: Se, claro, ser honesto quer dizer que você ficará sem vida social a partir da segunda hora do ano novo, não é tão importante assim seguir a tradição) (Obs 2: Por outro lado, você só conhece 12 pessoas? Patético) (Obs 3: Eu disse "o que você realmente pensa". Você pensa mal de 12 pessoas? Ou seja, você pensa mal de todos os que conhece?).

- Esta foi uma mandanda pelos leitores: Corte doze unhas do pé. Promessa: Vai saber. (Obs 1: Se você tiver mesmo 12 unhas do pé, sua resolução devia ser ir no cirugião plástico. Ou parar de ir na casa da Daniela Cicarelli) (Obs 2: Por outro lado, seu porco deforme, você deveria cortar as unhas durante todo o ano, e não somente no ano novo!)

Para celebrar, o Três Bananas fez uma enquete: Qual a combinação favorita? As meninas, na maioria, votaram "beijar doze pessoas e dizer o que pensa a elas", que dava lugar a momentos muito românticos. Os meninos escolheram "treinar o bíceps com as garrafas de Coca e cortar as unhas". Ao parecer, eles adoram um desafio.

Enfim,
Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Furo de Natal



É Natal e, por mais incrível que pareça, vim aqui postar. Mas é por um bom motivo, depois de muita insistência [aluno de Jornalismo tem cada pedido de Natal...], nós do 3B conseguimos nossa exclusiva com ele. Aclamado e adorado por milhões de pessoas pelo mundo, um ícone das festas de fim de ano, o Papai Noel.

 Mizaru – Em primeiro lugar, em nome de toda a equipe do 3B, muito obrigado por ceder essa entrevista. Nós sabemos que sua noite foi longa.

 Noel – Não se preocupe, meu filho. Você mandou a cartinha, se comportou bem durante o ano e, afinal de contas, era caminho de casa mesmo.

 Mizaru – Bem Noel, como você deve saber bem, ainda existem pessoas que insistem em dizer que você não existe. As justificativas são várias, que os pais é que compram os presentes, que é impossível cruzar o mundo em uma noite só. E, dentre os que já lhe viram, há os que afirmam que tudo não passaria de um grande jogo publicitário. O que você pensa disso?

 Noel – Ho ho ho! Bem Enn.....err.... Mizaru. Eu, sinceramente, me sinto mal por essas pessoas. Eventualmente, uma casa ou outra fica sem presente. Isso acontece por vários motivos. Esse ano, por exemplo, essa crise fez muita gente perder seu presente de Natal. E as pessoas que não recebem presentes nem sempre reagem bem. Ficam inventando coisas. Claro que alguns pais me ajudam. Mas, eu existo! Tanto é que estou aqui, oras. Ho ho ho!

 Mizaru - Noel, vamos ser francos. Muita gente fica sem presente todos os anos, principalmente, os mais pobres. E o espírito natalino? A generosidade? As boas festas pra esse pessoal?

 Noel – Ai ai... O tempo em que o Papai Noel conseguia presentear todo mundo por si mesmo já se foi há séculos. A população de crianças aumentou muito então tive que buscar parceiros para continuar no negócio de Felicidades. Esses parceiros fazem pesquisas mercadológicas e sabem bem quem são possíveis consumidores, listam eles e eu entrego. Não gosto dessa política, mas pelo menos mais crianças recebem presente. Eu tento produzir alguns por mim mesmo e entregar pra quem não está na lista, mas está cada vez mais difícil.

 Mizaru – Tem gente que diz que seu trabalho é assistencialista, dizem que dar um presentinho no Natal não muda a vida de ninguém. Você concorda com isso?

 Noel – Sim e não. Sim, claro que um presentinho, por maior que seja, nunca vai mudar materialmente a vida de ninguém. Mas o sentido do presente está na esperança que ele trás de que as coisas melhorarão. Além disso, pra quem entrega [e eu tento dar o exemplo] também é um estímulo a praticar boas ações o ano todo.

 Mizaru – E os boatos de que você é funcionário da Coca-Cola? Isso é verdade?

 Noel – Nunca! Eu sou parceiro deles. A Coca-Cola me ajudou muito a sustentar a fábrica, conseguir um trenó mais veloz, pagar melhor os anões. Enfim, uma parceira, nada mais.

 Mizaru – Já que estamos falando de boatos, é verdade que você vai se aposentar?

 Noel – Sim, eu tenho pensado muito nisso. Como eu já disse, o Natal mudou muito. Antigamente presente era só uma coisa a mais, o importante mesmo era o momento de reflexão, era cultivar os bons sentimentos. Presente era um “empurrãozinho” pra praticar o bem durante o ano inteiro. Mas hoje...  Hoje o Natal é uma grande empresa pra muita gente. O comércio se prepara doze meses por ano só pra vender presentes [além dos que eu entrego]. Ninguém para pra pensar, só consome. O presente foi se transformando em coisa pra vender e não trocar, pra maioria. E dos que sobram, muitos gostam mais de ganhar que entregar...Você me conhece Mizaru, todo mundo conhece o Papai Noel... ho ho ho... Eu não quero participar dessa apoteose do consumismo.

 Mizaru – É com muita tristeza que confirmamos essa notícia então, Papai Noel vai se aposentar! Todos vamos sentir muito sua falta Sr. Noel. O que nós vamos fazer sem você todo Natal? O que pretende fazer a partir de agora?

 Noel – Bom, não é nada definitivo, ainda estou pensando nisso de aposentar. Mas eu não vou conseguir largar o ramo completamente, devo ficar lá na Lapônia, como no começo, distribuindo presentes às crianças de lá. Obrigado pelos sentimentos, meu filho. Mas vocês vão ficar bem sem mim, os pais já chamam pra si a responsabilidade dos presentes e existem milhões de “papais noel” de shopping em todo caso.

Eu não estou triste e não quero que ninguém fique [FELIZ Natal, lembra? Ho ho ho!], vou estar sempre na Lapônia caso alguém queira visitar o velhinho aqui.

 Mizaru – E o que os seus fãs [quase todo mundo] podem fazer para reverter isso Sr. Noel?

 Noel – Mizaru, Mizaru... Todo mundo já sabe. Quem fala fica até parecendo bobo, repetitivo ou chato. Mas é a verdade, precisamos todos nos amar mais. Nós, os seres humanos, necessitamos um dos outros. Muitas vezes quem está do seu lado só quer um abraço, um sorriso. Pode parecer pouco, mas é um começo. Quando eu falo Feliz Natal, é mais uma sugestão do que um voto. Mais prática e menos sorte, entende?! Ho ho ho ... Façam o seu Natal e o dos outros o mais feliz quanto possível. É só o que eu espero e sempre esperarei.