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sábado, 25 de abril de 2009

Planos noturnos

Era verão. Tudo transcorria na mais perfeita normalidade. Nada como assistir desenho animado, deitado na poltrona, em pleno sábado de manhã.  É sério! Não é porque eu tenho mais de vinte que eu não posso me divertir dessa maneira. Meus amigos vivem me dizendo que falta para mim uma boa companhia. Sabe, para melhorar os ânimos no meu apê. Mas eu não concordo. Para mim está tudo muito bom.

Pensando melhor, faz mais de seis meses que nenhuma mulher visita o meu apartamento. Mas isso não é problema. Eu sei que, quando eu quiser, eu saio, conquisto uma mulher e trago ela para cama. É simples, preciso apenas sair de casa... já sei, vou ligar para a galera e marcar uma baladinha para essa noite.

 

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            Já estou na expectativa aqui no carro. Devemos estar chegando. É hoje que minha cama acorda revirada. Deixa eu conferir se peguei tudo... vamos ver... celular, carteira, dinheiro, chave, bala, camisinha. Tudo aqui. Nunca se sabe se ela vai querer ir pra minha casa ou parar a dela. É melhor estar preparado!

            Está dando para escutar a batida daqui de fora. O negócio lá dentro deve estar pegando fogo. É melhor entrar logo, antes que as melhores garotas já estejam ocupadas. E tomara que eu ache alguma coisa logo. Não estou com paciência para dançar. Meus quadris querem mexer é de outra maneira.

            Vou dar uma volta e pegar uma bebida. Quem sabe eu ache algo no caminho. Não custa nada procurar, cair do céu é que as mulheres não vão.

            Nossa, será que meus olhos estão me enganando? Que morena é aquela, parada no bar, perto do barman? Nunca vi corpo tão escultural. Aquela blusinha azul decotada faz com que o corpo dela se destaque mais. Faz um estilo de safada disfarçada de puritana. E é dessas que eu gosto, elas costumam se revelar umas feras na hora do sexo.

            Não, ela é perfeita demais para estar desacompanhada. Aquela carinha de anjo não pode estar sozinha. Vou ficar aqui e observar mais um pouco... meu Deus, ela viu que eu estava olhando. Ela está olhando de volta... Vai lá. Coloca a sua máscara mais confiante e chega nela.

            “Oi” (nossa, a voz dela é incrível. É uma coisa meio rouca, sexy, que leva meu tesão a níveis altíssimos. Calma, retoma a calma e simplesmente retribua o cumprimento) “Oi”.

            O único problema é que ela começou falando. Isso é um mal sinal. Eu que sou o macho reprodutor aqui. As atitudes têm que partir de mim. Mas deixa isso pra lá. Concentre apenas no monumento que mais tarde vai ser meu. Na lábia eu me garanto. Mas primeiro tenho que conseguir um beijo, só um, e eu tenho certeza que ela será minha.

            Nunca imaginei que o beijo fosse tão bom quanto ela, mas ele é. Aqueles lábios carnudos sabem conduzir tão bem a situação. Aquela língua atrevida faz meus sentidos se revirarem. O melhor de tudo é o encontro perfeito daqueles peitões com meu tórax. Dá pra sentir o silicone, mas quem se importa? Daqui a pouco eles vão estar nas minhas mãos e boca. Isso é que realmente importa.

            O nome dela? Tenho certeza que ela me disse, mas eu não consigo lembrar de detalhes como esse. Não quando minha mão ousa ficar mais atrevida e desce até aquela bunda redonda. Como é bom ter a liberdade que ela me dá. Falta apenas fazer a pergunta crucial da noite: “Quer terminar lá fora? Meu apartamento é pertinho daqui”.

            Nem acredito que ela topou. Esse mulherão no meu apê! Caminhamos o mais rápido possível. Que meus amigos levem o carro embora. Estou ocupado demais no momento.

            Quando chegamos no meu andar, a mão dela encontrou minha coxa. Mal abri a porta e a batalha de línguas começou. Foi só fechar a porta que a minha camisa voou longe. Estava escuro. Eu só sentia os lábios dela roçando o meu peito. Não demorou muito e a blusa que voou foi a dela. O sutiã já havia sumido e foi a minha vez de me perder dentro daqueles maravilhosos seios.

            Nem sei em que parte da casa eu perdi o meu tênis. Só sei que quando cheguei no quarto, eu estava apenas de calça jeans. Ela ajoelhou na minha frente e tirou minha calça de maneira espetacular.Minha cueca estava quase explodindo de tanta pressão. Ela percebeu isso e tocou levemente a região. Sabia como ninguém aumentar o clima. Ainda estava escuro. Só conseguia sentir aqueles peitos deliciosos. Minha mão passando pela calça dela, tirando-a com uma velocidade jamais vista.

            Caímos na cama e a minha cueca saiu sem que eu percebesse. Quando fui tirar a calcinha dela, percebi um volume anormal. Onde devia ser meio liso, havia um volume. Meu Deus, minha princesa escultural era um traveco!

            Só me restava uma coisa a fazer naquela situação. Tirei a peça restante e terminei ali mesmo o que eu havia começado...

sábado, 4 de abril de 2009

Problemas com pombas?


As pombas são bichinhos antipáticos! Elas convivem com a gente, mas nem nos damos conta que elas estão por aí, piando, catando migalhas, pulando na frente dos carros, causando acidentes e matando milhares de pessoas por causa disso.

Sabe que uma das lembranças mais marcantes de quando eu era criança tem a ver com pombas? Eu me lembro muito bem de quando eu corria desenfreado atrás delas. O mais divertido era quando juntava um monte. Então era só correr e começar a rir. Elas ficam assustadíssimas! Voavam logo para um lugar muito alto e faziam aquela cara de acuadas. Coitadinhas... eram tão idiotas!

Eu disse eram, porque agora elas ficaram abusadas! Tudo bem que eu cresci, mas continuo com a mania de tentar assustar as pombas. Só que agora elas não fogem mais, elas se limitam a desviar de você e fazer uma cara feia, do tipo: “Quem você pensa que é para me atrapalhar”?

Umas folgadas! Devia ter corrido mais atrás delas quando eu era pequeno. Quem sabe elas não iriam se acostumar tanto com os humanos e continuariam sendo idiotas. Como galinhas, isso mesmo, como galinhas! Não tem exemplo melhor. As galinhas já convivem com o homem há tanto tempo, mas continuam tendo medo dele... mas vai ver é porque elas sabem que vão morrer! Com os pombos devia acontecer a mesma coisa...

Parece que a vida delas é ficar ciscando, atrapalhando a passagem das pessoas e comendo os restos nas ruas. Eu até pensei em criar um gato e treiná-lo para caçar pombas, e olha que eu odeio gatos! Quem sabe ele comeria aquele monte de penas nojento.

Elas perderam o respeito com todo mundo. Nós somos maiores, mais fortes, mais inteligentes (Será? Começo a desconfiar disso). Poderíamos simplesmente dar um chute naquela carinha “inocente”. Mas por que ninguém faz isso? Será que é por causa daquela cara de retardada? Ou será que é um carisma que eu não consigo entender?

Fato é que elas continuam andando soltas pelas ruas, prédios, casas, escolas; atormentando pessoas, motoristas, cachorros. Outro dia eu estava em uma lanchonete, comendo e conversando tranquilamente com meus amigos, quando uma infeliz teve a capacidade de subir na mesa e começar a bicar o meu pobre salgado desprotegido!

Ninguém consegue imaginar o ódio que eu senti quando vi aquela cena deprimente. Deu vontade de pegar aquele pescoçinho penado e quebrar no meio bem devagar, só para ver se causava muita dor.

Aliás, pomba sente dor? Um bicho tão asqueroso não deve nem saber o que é isso. Pense só naquele bando de pombinhas, todas arquitetando um ataque surpresa ao meu salgado. Não quero nem imaginar isso. Quando fui enxotar aquela ridícula, ela olhou para mim com uma cara de desprezo (elas podem não sentir dor, mas desprezo elas sabem bem o que é), soltou um piado (que mais parecia um muxoxo de impaciência) e pulou da minha mesa.

Aposto que ela foi comer outro salgado desprotegido. Aquela nojenta ainda é capaz de armar o sofrimento alheio. É uma praga urbana. Pesquisas ainda comprovam que ela transmite doenças. Pior ainda! Imagina se ela contrair a gripe do frango e contaminar todo mundo? Aí sim vai virar pandemia. Escutem o que eu vou dizer: As pombas serão as responsáveis pelo fim do mundo!

É por isso que eu acho que elas deveriam ser dizimadas, exterminadas. O sonho de minha vida é criar um pombicida. Já pensei até no rótulo: “Apenas uma baforada elimina seus problemas... Pombicida mata-folgadas”. É, acho que vai vender bem...

Portanto, da próxima vez que encontrar uma pomba na rua, não pense duas vezes. Chuta! Caso contrário...