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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Vestibular é que nem sonho ruim... é ruim!

- Mononucleose!

Mononucleose? O que que é isso? Calma, calma, é doença.

Mas qual? Hã... Não sei. Mas pelo nome dá pra saber. "Mono" quer dizer "um". Vai ver suas células ficam com só um núcleo. Mas elas já tem só um núcleo! Ou será que tem mais? Meu Deus, por que esse cara do meu lado teve que revisar justamente agora, quando faltam só dois minutos pra prova começar?

Pouco depois, outro grita o contra-ataque.

- Carlota Joaquina!

Essa eu sei. Princesa do Brasil. Mas, aliás, por que ela era princesa? Não devia ser rainha? Havia príncipes no Brasil? Claro que havia. Vamos ver, hierarquia indígena: Rei-índio, Rainha-índia... Não, pera aí. Eu inventei isso. Cabei de inventar! Ai, Meu Deus, quem é mesmo Carlota Joaquina?

- China! - diz um mais perto da entrada.

"China"? Como assim China? Que que tem China? China é um país que... uai, aquele, mô poderoso... Aliás, China é país mesmo?

Calma, calma. Eu sei tudo, eu estudei ontem... Melhor uma prece. "Pai Nosso, que estás no céu..." Repare que "estás" é presente indicativo da pessoa tu... a segunda pessoa. Segunda? Não é terceira? Ai, Deus, me ajude!

- 24 de outubro!

Se faz um silêncio geral. Os vestibulandos ao meu redor, eu inclusive, encaramos uma jovem que nos devolve o olhar, tímida.

- É meu aniversário, gente! E se tiver que preencher questionário?

Ah, verdade! Quando é o meu mesmo? Hum... 25 de dezembro. Não, Jesus. 1 de janeiro? Não, a Terra. Deixa pra lá, eu ainda posso ligar para casa e perguntar...

Acordo, suando. Que pesadelo! Mas o vestibular foi ontem... Ou é amanhã?

sábado, 10 de janeiro de 2009

A febre do momento...

Ler no computador é algo que não dá certo. Mas que opção eu tenho? O livro ainda não saiu em português e eu tô com uma curiosidade violenta pra ler. Li os três primeiros e o troço me prendeu de tal forma que eu não consigo mais parar. Ia até deixar pra postar isso depois de terminar, mas não ia dar tempo...

O pior é que o livro tá uma febre. Tá todo mundo lendo e comentando. Agora que virou filme então... nossa, mania geral mesmo. Tudo bem que a história é muito voltada para o público feminino e tal. Mas eu sou homem e estou gostando, portanto, sem preconceitos com histórias água com açúcar.

Por que é basicamente isso que é o livro. Pelo menos o primeiro. Imagina um heroizinho perfeito, praticamente sem defeitos. Um cara (?) bonito, romântico e que te ame até quando você está com o pior mal humor do mundo e destratando ele. Pois é, esse é um dos mocinhos da história.

Eu disse um dos mocinhos porque tem um outro rapaz super simpático, mas completamente diferente do primeiro, que também disputa a moça em questão.  Ah, eu não falei que tinha uma moça na história? Tinha até esquecido... é sob o ponto de vista dela que a gente vê o que se passa. Sob os pensamentos dela que tudo é mostrado. Ou seja, todas as confusões de uma adolescente são passadas através das palavras [/Revista Capricho].

Até agora isso tá parecendo o enredo da nova temporada da Malhação. Mas calma que piora. Sabe aquela novela dos Mutantes da Record? Coloca isso na Malhação e pensa no que vai dar... dá no livro de maior sucesso atualmente! 

E se você pensa que tudo isso ia acabar em algo ruim, pensou errado. São quatro livros que vão ficando cada vez melhores (tudo bem que achei o terceiro melhor do que o quarto, mas deixa pra lá). Nessa altura, se você ainda não sabe de que série eu tô falando, pelo amor de Deus... desliga o computador e vai ler um livro. Ou melhor, pesquisa no Google e descobre do que eu tô falando!

Agora dá licença que eu ainda tenho que terminar de ler o quarto e derradeiro livro. Já era minha madrugada...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Os Pré-israelitas



Mais de 700 palestinos contra cerca de 9 israelenses. Esse era o saldo parcial da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza até dia sete de janeiro. O mais recente capítulo da epopéia dramática que se tornou o conflito entre palestinos e judeus no Oriente Médio.

Diferentemente da maioria dos conflitos, cujas justificativas estão diretamente fundamentadas na disputa econômica, nesse caso, a “terra” é o principal motivador dos combatentes de ambos os lados.

Entre aspas porque não é efetivamente o território que importa. No caso de Gaza, já é passado o tempo que sua posição era considerada imprescindível estrategicamente. Os míseros 360 KM2 sofrem com o caos demográfico e de infra-estrutura. Quase todos os um milhão e meio de habitantes são mulçumanos [99, 3 %]. Na realidade, a “justificativa” é: as três maiores religiões do mundo [a saber, o islamismo, o cristianismo e o judaísmo] consideram o terreno sagrado.

Os judeus vão ainda mais longe, consideram-se legítimos donos da “Terra Santa”, pois cidades religiosamente marcantes estão na região.

A crise moderna da Palestina parece ter início, a grosso modo, no fim da Primeira Guerra Mundial. Após a vitória da Tríplice Entente, novos países foram divididos entres os vencedores na condição de mandatários. O objetivo era auxiliar temporariamente na estruturação desses locais para que conseguissem se manter independentes. Na Palestina o mandatário foi o Império Britânico.

Na época, vale ressaltar, embora a maioria absoluta fosse mulçumana, todos os que viviam na região eram considerados palestinos. Islâmicos, cristãos, hindus e mesmo judeus.

Como previsto, todas essas nações se tornaram efetivamente independentes no curso das três décadas seguintes: O Iraque (Mesopotâmia) a 3 de Outubro de 1932; o Líbano, a 22 de Novembro de 1943; a Síria, a 1º de Janeiro de 1944 e, finalmente, a Transjordânia, a 22 de Março de 1946. A única exceção foi a Palestina.

Isso devido, principalmente, a ascensão do Sionismo, um movimento nacionalista judáico que pretendia fundar um “lar nacional para o povo judáico”. Chegou-se a cogitar a Argentina ou mesmo a África [Congo] para sediar a nova nação. Mas, como não poderia deixar de ser, a Palestina foi escolhida. E as mesmas palavras supracitadas entre aspas, o objetivo sionista, foram aderidas aos termos do Mandato Britânico.

14 de maio de 1948, a pressão sionista vence e Israel é reconhecida internacionalmente. Mesmo depois da “independência”, o sionismo continuou agindo na região, agregando territórios ano após ano, e pelo mundo, em busca de aliados para fortalecer suas instituições. Reduto conhecido dos judeus perseguidos durante a Primeira Grande Guerra e a Segunda Guerra Mundial são os Estados Unidos.

Ainda hoje, governantes e civis do planeta se espantam se o governo da Casa Branca se posiciona contrariamente às intenções israelenses. O American Israel Public Affairs Committee [AIPAC] é considerado o maior lobby da atualidade. Através de investimentos em campanhas eleitorais os interesses sionistas podem ser defendidos em Washington.

Israel tem um dos exércitos mais potentes e bem treinados do mundo. Por outro lado, os palestinos se apegam a sua fé e a grupos para-militares de apelo popular que oferecem alguma esperança. O apoio dos outros árabes, que em meados do século passado era efetivo, agora se assemelha ao do resto do mundo, palavras. Mudança graças a pressão de países como os Estados Unidos.

Enquanto você leu esse pequeno artigo, mais pessoas foram mortas, mais casas atingidas, mais refugiados e órfãos surgiram, menos infra-estrutura, menos saúde, menos comida... O Hamas foi eleito e sequer reconhece o Estado judáico, já chegou a profetizar “Esse ataque a Gaza será o cemitério de Israel”. O governo israelense se nega a cessar fogo [salvo animadoras três horas diárias] enquanto não desestruturar o grupo “terrorista” islâmico.

Para o vestibular cheguei mesmo a estudar, com muito pesar, sobre várias civilizações dizimadas, culturas perdidas que jamais poderemos compreendê-las plenamente: Feníncios, Philiteus, Maias, Vikings, Lakotas, Incas... E o mundo segue assistindo ao massacre palestino com cara de “alguém tem que fazer alguma coisa”. Só espero que não chegue o dia em que meu filho ou neto me peça ajuda com o dever de casa, com um livro de História aberto no capítulo sobre o povo “pré-israelita” e me pergunte algo como “Quem eram mesmo esses tais... er... ‘palentinos’?”




P.S.: Qualquer erro de apuração, perdoem o macaco.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"Denotativamente conotativo... um texto para rolar de rir"

O escritor número 1 entra na sala. Todos ficam calados.

- E? - pergunta o escritor número 12, atual campeão do grupo, pois seu último livro foi chamado pelo Jornal Acadêmico de "não só satisfatório, senão prazeroso em um nível quase sensual".

- Bem, a Revista Literária disse "Delicioso, e recheado de ambigüidades construtivas" - diz o escritor número 1, com cara de uma criança ao mostrar um desenho aos pais.

Todos soltam suspiros de alívio e onomatopéias de desdém.

- "Ambigüidades construtivas"... que bobagem - diz o escritor número 3, que, todos muito bem sabem, não tem um livro de sucesso (nem crítico nem comercial) em um bom tempo - Qualquer idiota pode construir uma ambigüidade. Mas só um verdadeiro mestre pode, e agora eu cito a Publicação da Literatura Norueguesa, "dar tantos significados à palavra 'morte' que até quer dizer ‘vida’". Referiam-se ao meu "A Sociedade jaz morta", mil novecentos... - e deixa o número no ar, como se não lembrasse, para que ninguém perceba o quanto tempo realmente faz desde que recebeu a honraria.

- Mas eles estavam se referindo, obviamente, à tradução norueguesa - diz o escritor número 1, juntando-se aos companheiros na mesa redonda. Ele não está chateado pela atitude dos colegas, pois sabe muito bem o que é temer o sucesso alheio. Mas ser criticado por 3 era demais.

- E quem fez a tradução norueguesa? - responde o número 3, com ironia. Não foi ele, mas espera que todos acreditem que foi e lhe deixem saborear a superioridade.

- Não se sinta mal, 1. Todos já fomos chamados de ambíguos - diz o número 5, se bem que ele ainda tem que ser chamado ambíguo, pois as únicas ambigüidades que consegue escrever são as que a reforma do português lhe proporcionam (e se delicia colocando 'pelo's e 'para's em lugares estratégicos do seu texto).

- Suponho que é um bom começo - conclui 1, enquanto pega uma massinha recheada da mesa de chá.

- Claro que é! Eu, nos meus primeiros dias, teria me sentido exultante se alguém me chamasse de "delicioso" - assegura 12, e todos sabem que o diz porque, nos seus primeiros dias, ele não só era chamado de "delicioso" mas também de "candidato seguro ao prêmio Nobel". Prêmio que, todos lembram com prazer nos dias de tristeza, ele ainda está para conseguir.

- Você está no bom caminho. Quando eu ganhei a Pena de Ouro pelo meu "Caminhos no Milharal" - diz 4, referindo-se a um prêmio que seus colegas chamam pelas costas de "Pena de Latão", pois nunca se ouviu de um escritor decente que o ganhasse (eles, com certeza, não ganharam) - foi pela minha habilidade de conferir, às palavras, não só mais de um significado, mas aquele que, segundo o diretor da academia, "lhe é inerente, ao ponto de, lendo esta obra, sentirmos que um novo dicionário está sendo escrito nesta nossa bela língua".

- Se você quiser, posso te emprestar um guia que ganhei, autografado pelo autor, sobre "Palavras e Coisas: O que uma diz da outra?" - diz o número 6, o "Invicto", pois sempre gostou mais de ler do que de escrever, mas seu único livro foi um sucesso indiscutível. Ele já leva vinte anos preparando a continuação. Todos sabem que é uma estratégia: Obras póstumas recebem muita mais atenção da mídia.

- Não, não, 6, assim você estraga o garoto. Deixe que a vida lhe ensine uma coisa ou duas - diz 11, cuja professora havia sido na verdade a Universidade Israelense de Letras (que, pelas críticas que sua última trilogia recebeu, necessitava ser urgentemente substituída pela vida).

- O importante - diz 7, e todos se calam, porque 7 raramente fala (mas, quando o faz, "solta um rugido capaz de abalar o mundo", segundo o Guia de Escritores do Século XX) - é que ele começou bem, e ainda é jovem. Nosso dever é ajudar a nova geração.

O silêncio permanece depois de 7 falar. "Ajudar a nova geração"? 7 obviamente não está bem da cabeça. Quem liga para a nova geração? Eles eram o que importava! Uma vez que estivessem mortos, a literatura jazeria com eles! Escrever, a nova geração? Escrever sobre o quê? 7 realmente estava um pouco senil.

- Ah! Esqueci de falar - diz 1, quebrando o gelo - A Revista dos Professores de Faculdade recomendou meu livro para os graduandos em letras. Disse que é "o perfeito exemplo de porquê escrever já não é uma questão de talento, senão uma questão de fome".

sábado, 3 de janeiro de 2009

Meu bom e velho português...

Existem algumas coisas que a gente sempre espera no início do ano. Aumento da passagem de ônibus, IPTU, IPVA, matrícula da escola, prestações das compras de Natal. Essas coisas que todo mundo já cansou de falar e esquentar a cabeça com elas.

Mas nada disso tá me incomodando tanto nesse ano de 2009 quanto a reforma ortográfica do português. Se eu tivesse escolhido qualquer outra profissão, talvez até conseguisse ter uma margem maior de tempo pra aprender tudo. Mas não dá... o idiota aqui quis ser jornalista e aspirante a escritor. Aí ferrou tudo (pra não dizer coisa pior).

Agora o K, o W e o Y fazem parte novamente do dicionário. As mães agora podem colocar o nome do filho de Kewerlynton sossegadas porque pelo menos as regras de português elas não estão desrespeitando. Já as de bom gosto...

Deixa pra lá. Outra coisa que some também são os acentos diferenciais. Lembra quando você tinha que diferenciar pêlo de pelo? Agora você vai diferenciar pelo de pelo mesmo... ou para de para, fica a escolha do cliente qual vai querer usar.

Outro acento que desaparece também é o circunflexo das palavras com letras duplas, tipo voo, leem, enjoo ou creem. O acento agudo também vai começar a ficar escasso. Em palavras paroxítonas que possuem ditongos abertos “ei” e “oi” o acento some, assim com nas paroxítonas com i ou u tônicos, precedidos de ditongos. Complicou? É, até eu fiquei perdido... mas o mais importante é mostrar que palavras como jiboia, assembleia, feiura e baiuca não levam mais acento. E sem ele, minhas ideias vão até perder um pouco da graça...

O hífen também começa a ser simplificado. Quando a segunda palavra começar com r ou s, o hífen vai embora e a letra é duplicada. Isso vai acontecer em antirreligioso e antissemita. A exceção é quando o prefixo terminar em R, aí fica tudo normal (como em hiper-espacial). Quando o prefixo terminar com vogal e a palavra seguinte começar com uma vogal diferente, também não tem mais hífen, tipo em autoestrada ou aeroespacial.

Mas quem sofreu mais com isso foi a pobre da trema. Ela foi realmente abolida da língua portuguesa. Tenho certeza que minha linguiça nunca mais vai ter o mesmo gosto, ou o pinguim nunca mais vai ser visto com os mesmos olhos. Até a frequência vai ficar meio atordoada com isso...

Tá, a gente vai ter que acostumar com isso. Mas fala isso pro meu Word, que agora tá cheio de risquinhos vermelhos embaixo das frases...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Virada de ano


“– Aí chefia, passa a Cidra! Passa a Cidra, mermão! Passa logo, senão te arranjo um ‘balinha’ de fim de ano!

- Ó o auê aí, ow! É Ano Novo!.

- Vamo logo! Te dou dez segundos!

- Dez!

- Nove!

- Oito!

...”

Morro do Afegão – Rio de Fevereivo


“- ...Que tudo se realize no ano que vai nascer.

  - Muito dinheiro no bolso...”

Barack Obama e Raul Castro – Havana – Cuba

 

“Calma! Alguém vai se machucar nessa afobação toda! Tem Champanhe pra todo mundo!

- Cidra pai.

- Que seja! Cadê o vô Vicêncio?

- Está ali no sofá. Dormindo... acho.

 

- Deixa eu chegar mais perto, mano!

- Pirralho não pode beber, só se for de maior! 

- Você tem 17 e vai beber!

- Quase 18 moleque, um mês não faz diferença alguma!

- Se um não faz, por que 120 fariam?

 

- Não estora! Não estora... tô tirando o frango do forno ainda!

- Você tem cada uma Júlia! Frango no Revellion! Eu disse que não ia dar certo!

- Já to indo!

 

....

 

- Dez!

- Nove!

- Oito!

...”

Típica comemoração de Virada de ano – Brasil


“...Adeus ano velho!

Feliz Ano velho!

Que nada se modifique no ano que vai nascer..”

Casa dos prefeitos reeleitos (66% do total) - Brasil


“Vamos todo mundo lá pra fora, vai começar a contagem!

 - Zoni?

- Confere.

- Sopa de cereais?

- Confere.

- Bolinho de arroz?

- Confere.

- Ei ei! Vai começar! Vai começar!

- 108!

- 107!

- 106!

...”

Típica comemoração de Virada de ano – Japão

http://guiadoscuriosos.ig.com.br/categorias/1104/1/reveillon-no-mundo.html

 

“ – Droga, faltam dez segundos e só peguei duas até agora!

- Nove!

- Smack

- Oito!

- Smack

- Sete!

- Smack

- Seis!

- Smack

...”

Um macaco – Algum lugar




Feliz 2009 pra todo mundo!