




Todo mundo quer uma...
O Tribalistas é um projeto dos músicos independentes Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte. Basta “googlar” por alguns minutos para, no mínimo, admirar a forma como tudo surgiu e como trabalharam nessa “banda”.
Amigos de longa data, sempre compunham juntos. Certa vez, se reuniram por algumas semanas em Salvador, na casa de Arnaldo, e várias músicas surgiram, cerca de 20. Eles afirmam que não tinham intenção alguma de gravar um álbum, mas também não rejeitavam a idéia. Assim que surgiu a oportunidade se trancaram num estúdio e gravaram o disco, até hoje, único. “Foram dois dias de ensaio e treze de gravação” lembram.
A musicalidade das canções é impressionante. O CD é praticamente acústico, com melodias envolventes e inovadoras para o pop do Brasil. Mas, pessoalmente, uma das músicas que mais gosto desse “anti-movimento” [como eles gostam de deixar claro] é “Velha infância”.
Nessa canção, o eu - lírico compara a emoção da paixão com a nostalgia da meninice. E a melodia, aconchegante e tranqüila, estimula quem ouve a viajar até seus primeiros anos e compreender o que se passa.
Talvez, justamente por isso que gosto tanto dessa faixa do álbum, porque gosto de lembrar. Lembrar de casos como quando era pequeno e descia sozinho a avenida principal de certa cidade, para ir à escola, e sempre cumprimentava a garotinha da casa 44, irremediavelmente sentada no portão com um sorriso sincero e um conjuntinho infantil rosa ou branco. Ou mesmo as lembranças ruins de tombos de bicicletas, machucados e “surras”. Eu acho que lembrar é como abrir um livro daqueles de citações e reler um pensamento intrigante.
E, como as lembranças são caóticas e desordenadas, Leitor, peço licença para que, sem motivo lógico, eu acrescente esse parágrafo desconexo com o texto, mas que é nobre demais para ser simplesmente “adicionado” no final ou
Mas todos os dias são [ótimas] oportunidades para se fazer [ótimas] lembranças. Por isso que as amizades diárias, as que ainda construímos, são também tão essenciais.
Nunca fui Hi-tech. Não me entendam mal, não que eu não goste, mas meus pais tinham uma política mais ou menos “você tem que conquistar o que quer, assim você valorizará muito mais o que tiver”. Hoje eu agradeço, mas quando criança... Bicicleta? Aos [pasmem] 13. Videogame? Eu tinha o Dinacom quando a loucura do momento era o Mega Drive; No natal que ganhei o Mega Drive todos tinham o Super Nintendo; Quando ganhei o o Super Nintendo a onda já era o PlayStation.... Enfim, estava sempre uma “onda evolutiva” atrás no caso dos brinquedos. Não sei se Seu José e Dona Gesa realmente acreditavam nesse papo de valorizar ou se tudo não passava de economia [acho que não], o fato é que funcionou.
Aí deu no que deu. Um macaco que sempre anda meio procurando alguma nostalgia gostosa pra viver. Que o livro que mais adora é o Encontro Marcado do Sabino. Alguém que está sempre tentando entender a beleza do clássico, insistentemente admirando o que todo mundo acha que já passou da hora... Reutilizando cotidianamente a velha [e saudosa] infância.
É, o post já está bem grandinho, acho que vou parar por aqui. Afinal, o Windows Media Player já mudou a música pra “Já sei namorar” [igualmente ótima]. Só mais duas coisinhas:
- Aí embaixo vai uma dica de vídeo. Uma “nostalgiazinha” irônica.
- Mil desculpas pelo atraso no post. Praga sua, Kika! XD
Meu dia de postagem é aos sábados. Mas hoje é domingo, vocês podem argumentar. Como eu sou da política de que o dia só muda depois que a gente dorme (coisa que eu ainda não fiz), mando um grande foda-se para todos porque eu vou postar mesmo assim!
Sim, estou feliz... na verdade embriagado. Não de álcool, porque não bebo... Aliás, um dia quero ficar bêbado só para escrever um texto e ver no que dá. Deve ser legal, juro que um dia vou experimentar.
Mas voltando, tô embriagado de glicose mesmo. Hoje foi o aniversário do meu sobrinho e a festinha foi aqui em casa. Ou seja, tem bagunça aqui desde cedo. E doces desde cedo. Acho que acordei comendo algo com muito açúcar. Enquanto a gente arrumava a decoração, mais açúcar. Durante a tarde sem internet (que simplesmente não quis conectar o.O), mais doces. E, na hora da festa, resolvi comer alguns salgados para contrabalançar tudo. Mas meia hora depois eu já estava empanturrado e voltei à glicose. Depois ainda teve bolo e sobremesa.
Resultado de tudo isso: estou elétrico. Já sou naturalmente hiperativo, mas estou um pouco pior agora. E teoricamente tenho que dormir. Amanhã tem muita coisa pra arrumar aqui, mas como estou acordado, já lavei todas as vasilhas e limpei a cozinha... que preguiça por mim mesmo!
Mas festinha de criança é simplesmente mara. Tem muita comida, muito doce, muito refrigerante, muito tudo! Tudo bem que vai ter coisas para eu comer até o final da semana, mas nem vou reclamar... na verdade vou é engordar com tudo isso!
Ah, quer saber de uma coisa? Não estou nem aí... tenho é que ir dormir porque amanhã tenho um churrasco para ir e meu estômago precisa se recuperar da comilança de hoje!
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P.S.: Ia postar esse troço ontem de madrugada (2:21), mas minha internet tá um lixo e simplesmente nem quer conectar... então tô postando hoje =D foi mal meus (2) leitores! =D
“Eca! Eu nunca vou gostar de uma menina, nunca. Elas são tão fresquinhas, chatas e..... gostam de dar beijinhos “
Betinho – 5 anos – Conversando com Mauro [que viria a ser seu melhor amigo]
“Ó, que legal... Um arco-íris na tela... vou fazer denovo!”
Mizaru - 8 anos – Instantes depois de passar um imã distraidamente em frente a TV e instantes antes de gravar uma sombra colorida no canto direito da tela para sempre.
“Você é tão linda. Tão meiga. Quando eu estou com você, não preciso de mais ninguém, de mais nada. Nunca vamos nos separar, eu juro.”
Gabriel – 12 anos - De baixo de uma macieira, nos fundos da escola, se declarando para Suzan.
Roberto – 14 anos – Filho da costureira e dono da frestinha de janela mais requisitada do bairro.
Caiky – 16 anos – Diz pela quarta vez, para a quarta pessoa, em três horas no shopping center para a “gata” [chamada assim para evitar o nome, que ele não lembra].
“Não, no olho não... por favor... ai, meu cabelo... Droga, que cheiro é esse? Não! ... Ai, quê? Esse palitinho? Desse tamanho?”
André – 18 anos – Inicio de ano – Trote da Facul
“Cala a boca, Calouro Burro! Você é muleke! Num sabe quanta experiência eu tenho! Respeito que eu sou seu veterano! Anda calouro burro! Elefantinho, vamô! Sem reclamar... Bebê Chorão!”
André – 18 anos – Meio do ano – Trote da Facul
Felipe – 23 anos – Em algum lugar, três da manhã.
“Claro que te amo, gata”
Tadeu – 27 anos – Diz, sinceramente, pela primeira vez depois de seis meses de namoro.
Emerson – 29 anos – No apartamento que divide a dois anos com Sabrina.
“Grávida? Você tem certeza? .... é? PAI! EU VOU SER PAI!!!!!!”
Gonçalves – 32 anos – Ao telefone, pouco antes de “brindar” um charuto com um desconhecido, se sentindo finalmente um homem com h maiúsculo.
“Desculpa amor, isso nunca aconteceu comigo antes”
Alberto – 45 anos – Sentindo o peso dos anos nas costas e ficando em dúvida se realmente é um homen com h maiúsculo.
“Não se preocupe, Gilda. O doutor me garantiu que essas pílulas azuis funcionam mesmo”.
Carlos – 49 anos – Tentando driblar o tempo.
“Se meu coração parar agora, não importa, eu estarei feliz”
Denis – 79 anos – Respondendo a pergunta “O senhor tem certeza que quer fazer isso?”, instantes antes de pular de para-quedas.
A vida é feita de grandes e pequenos capítulos que só podemos ler uma vez. Aproveite bem o que você está lendo agora.
Mais de 700 palestinos contra cerca de 9 israelenses. Esse era o saldo parcial da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza até dia sete de janeiro. O mais recente capítulo da epopéia dramática que se tornou o conflito entre palestinos e judeus no Oriente Médio.
Entre aspas porque não é efetivamente o território que importa. No caso de Gaza, já é passado o tempo que sua posição era considerada imprescindível estrategicamente. Os míseros 360 KM2 sofrem com o caos demográfico e de infra-estrutura. Quase todos os um milhão e meio de habitantes são mulçumanos [99, 3 %]. Na realidade, a “justificativa” é: as três maiores religiões do mundo [a saber, o islamismo, o cristianismo e o judaísmo] consideram o terreno sagrado.
Os judeus vão ainda mais longe, consideram-se legítimos donos da “Terra Santa”, pois cidades religiosamente marcantes estão na região.
A crise moderna da Palestina parece ter início, a grosso modo, no fim da Primeira Guerra Mundial. Após a vitória da Tríplice Entente, novos países foram divididos entres os vencedores na condição de mandatários. O objetivo era auxiliar temporariamente na estruturação desses locais para que conseguissem se manter independentes. Na Palestina o mandatário foi o Império Britânico.
Na época, vale ressaltar, embora a maioria absoluta fosse mulçumana, todos os que viviam na região eram considerados palestinos. Islâmicos, cristãos, hindus e mesmo judeus.
Como previsto, todas essas nações se tornaram efetivamente independentes no curso das três décadas seguintes: O Iraque (Mesopotâmia) a 3 de Outubro de 1932; o Líbano, a 22 de Novembro de 1943; a Síria, a 1º de Janeiro de 1944 e, finalmente, a Transjordânia, a 22 de Março de
Isso devido, principalmente, a ascensão do Sionismo, um movimento nacionalista judáico que pretendia fundar um “lar nacional para o povo judáico”. Chegou-se a cogitar a Argentina ou mesmo a África [Congo] para sediar a nova nação. Mas, como não poderia deixar de ser, a Palestina foi escolhida. E as mesmas palavras supracitadas entre aspas, o objetivo sionista, foram aderidas aos termos do Mandato Britânico.
14 de maio de
Ainda hoje, governantes e civis do planeta se espantam se o governo da Casa Branca se posiciona contrariamente às intenções israelenses. O American Israel Public Affairs Committee [AIPAC] é considerado o maior lobby da atualidade. Através de investimentos em campanhas eleitorais os interesses sionistas podem ser defendidos em Washington.
Israel tem um dos exércitos mais potentes e bem treinados do mundo. Por outro lado, os palestinos se apegam a sua fé e a grupos para-militares de apelo popular que oferecem alguma esperança. O apoio dos outros árabes, que em meados do século passado era efetivo, agora se assemelha ao do resto do mundo, palavras. Mudança graças a pressão de países como os Estados Unidos.
Enquanto você leu esse pequeno artigo, mais pessoas foram mortas, mais casas atingidas, mais refugiados e órfãos surgiram, menos infra-estrutura, menos saúde, menos comida... O Hamas foi eleito e sequer reconhece o Estado judáico, já chegou a profetizar “Esse ataque a Gaza será o cemitério de Israel”. O governo israelense se nega a cessar fogo [salvo animadoras três horas diárias] enquanto não desestruturar o grupo “terrorista” islâmico.
Para o vestibular cheguei mesmo a estudar, com muito pesar, sobre várias civilizações dizimadas, culturas perdidas que jamais poderemos compreendê-las plenamente: Feníncios, Philiteus, Maias, Vikings, Lakotas, Incas... E o mundo segue assistindo ao massacre palestino com cara de “alguém tem que fazer alguma coisa”. Só espero que não chegue o dia em que meu filho ou neto me peça ajuda com o dever de casa, com um livro de História aberto no capítulo sobre o povo “pré-israelita” e me pergunte algo como “Quem eram mesmo esses tais... er... ‘palentinos’?”
Existem algumas coisas que a gente sempre espera no início do ano. Aumento da passagem de ônibus, IPTU, IPVA, matrícula da escola, prestações das compras de Natal. Essas coisas que todo mundo já cansou de falar e esquentar a cabeça com elas.
Mas nada disso tá me incomodando tanto nesse ano de 2009 quanto a reforma ortográfica do português. Se eu tivesse escolhido qualquer outra profissão, talvez até conseguisse ter uma margem maior de tempo pra aprender tudo. Mas não dá... o idiota aqui quis ser jornalista e aspirante a escritor. Aí ferrou tudo (pra não dizer coisa pior).
Agora o K, o W e o Y fazem parte novamente do dicionário. As mães agora podem colocar o nome do filho de Kewerlynton sossegadas porque pelo menos as regras de português elas não estão desrespeitando. Já as de bom gosto...
Deixa pra lá. Outra coisa que some também são os acentos diferenciais. Lembra quando você tinha que diferenciar pêlo de pelo? Agora você vai diferenciar pelo de pelo mesmo... ou para de para, fica a escolha do cliente qual vai querer usar.
Outro acento que desaparece também é o circunflexo das palavras com letras duplas, tipo voo, leem, enjoo ou creem. O acento agudo também vai começar a ficar escasso. Em palavras paroxítonas que possuem ditongos abertos “ei” e “oi” o acento some, assim com nas paroxítonas com i ou u tônicos, precedidos de ditongos. Complicou? É, até eu fiquei perdido... mas o mais importante é mostrar que palavras como jiboia, assembleia, feiura e baiuca não levam mais acento. E sem ele, minhas ideias vão até perder um pouco da graça...
O hífen também começa a ser simplificado. Quando a segunda palavra começar com r ou s, o hífen vai embora e a letra é duplicada. Isso vai acontecer em antirreligioso e antissemita. A exceção é quando o prefixo terminar em R, aí fica tudo normal (como em hiper-espacial). Quando o prefixo terminar com vogal e a palavra seguinte começar com uma vogal diferente, também não tem mais hífen, tipo em autoestrada ou aeroespacial.
Mas quem sofreu mais com isso foi a pobre da trema. Ela foi realmente abolida da língua portuguesa. Tenho certeza que minha linguiça nunca mais vai ter o mesmo gosto, ou o pinguim nunca mais vai ser visto com os mesmos olhos. Até a frequência vai ficar meio atordoada com isso...
Tá, a gente vai ter que acostumar com isso. Mas fala isso pro meu Word, que agora tá cheio de risquinhos vermelhos embaixo das frases...
“– Aí chefia, passa a Cidra! Passa a Cidra, mermão! Passa logo, senão te arranjo um ‘balinha’ de fim de ano!
- Ó o auê aí, ow! É Ano Novo!.
- Vamo logo! Te dou dez segundos!
- Dez!
- Nove!
- Oito!
...”
Morro do Afegão – Rio de Fevereivo
“- ...Que tudo se realize no ano que vai nascer.
- Muito dinheiro no bolso...”
Barack Obama e Raul Castro – Havana – Cuba
“Calma! Alguém vai se machucar nessa afobação toda! Tem Champanhe pra todo mundo!
- Cidra pai.
- Que seja! Cadê o vô Vicêncio?
- Está ali no sofá. Dormindo... acho.
- Deixa eu chegar mais perto, mano!
- Pirralho não pode beber, só se for de maior!
- Você tem 17 e vai beber!
- Quase 18 moleque, um mês não faz diferença alguma!
- Se um não faz, por que 120 fariam?
- Não estora! Não estora... tô tirando o frango do forno ainda!
- Você tem cada uma Júlia! Frango no Revellion! Eu disse que não ia dar certo!
- Já to indo!
....
- Dez!
- Nove!
- Oito!
...”
Típica comemoração de Virada de ano – Brasil
“...Adeus ano velho!
Feliz Ano velho!
Que nada se modifique no ano que vai nascer..”
Casa dos prefeitos reeleitos (66% do total) - Brasil
“Vamos todo mundo lá pra fora, vai começar a contagem!
- Zoni?
- Confere.
- Sopa de cereais?
- Confere.
- Bolinho de arroz?
- Confere.
- Ei ei! Vai começar! Vai começar!
- 108!
- 107!
- 106!
...”
Típica comemoração de Virada de ano – Japão
“ – Droga, faltam dez segundos e só peguei duas até agora!
- Nove!
- Smack
- Oito!
- Smack
- Sete!
- Smack
- Seis!
- Smack
...”
Um macaco – Algum lugar
Feliz 2009 pra todo mundo!